Summer almost gone: A feast of friend.


Cap. 14 - Downtown.

Poderíamos dizer que de noite era tudo mais fácil. Beber era mais fácil e comer era mais fácil, nos dois sentidos, era tudo mais fácil, mais fácil era ganhar dinheiro na Avalon e ainda de quebra ver as menina se pegando, ou algo nesse estilo, de noite era mais fácil ser assaltado, porém não em haight e nem em Ashbury. Quando tudo estava perdido era só sair de casa, eu não tinha nada a perder com chuva ou algo parecido, por que meu cabelo era ruim, Misha sempre fazia o cabelo antes dos shows dos mamas and papas e quando chovia, agente só via ela de touca, gorro, e de cabelo preso, por que afinal não molharia tão fácil, cabelo preso demorava a absorver a água ácida da chuva. E enquanto Misha fazia o cabelo, Mama Cass fazia as unhas, unhas terríveis as dela, por que ela deixava crescer pra seduzir todo mundo, e ela seduzia. Seus amantes sempre a reconheciam pelas unhas, Scottie McKenzie pela voz, era o único. E nós o conheciamos por ser tão legal com todo mundo, ele era legal. paul Kantner gostava dos barulhos de carro que se ouvia da rua na sacada de seu sobrado. Spencer o garoto que morava com ele, baterista do airplane admirava as luzes, aquelas luzes, meu Deus! Eram nossa preciosidade, nos inspirava, nos tinha, nos pertencia, e quando achamos um Blackout, elas ascendiam nossas almas outra vez, era automático, e reciproco. Eram lindas, das sacadas dos sobrados das nossas ruas. As luzes tinham forma, ainda mais com um comprimido ou outro de LSD, Spencer via Lucy no céu, dançando entre as luzes, como se ligasse os pontos com cada fio de seu cabelo loiro, e as coisas apareciam do nada, como mágica, era mágico, o lado pobre de São Francisco, tomava forma, e os burguêses do lado de cima somente esnobavam e olhavam-nos como desprezo, mas agente mal ligava, eles pra gente eram como formigas, agente se drogava, tocava e pisava em cima deles, com tanta força, principalmente Janis e Grace, elas amavam pisar nesses caras. Grace tinha uma amiga que morava na casa branca. Um dia Nixon deu uma festa, ou seja lá que paletó eles usavam, eu sei que Grace planejou colocar LSD no chá dele. Nós o chamavamos carinhosamente de Rich, ou Richard, nunca por Nixon, esse nome não trazia bom agouro. Mas enfim, eu sei que Grace não desistiu de seu plano, não foi presa por sorte, mas porém, contudo, todavia foi expulsa da festa, de modo com que brigasse com sua amiga burguesa, e Darby terminasse seu namoro com a menina. Da aerea burguesa os ricos observavam-nos cada ato de nossa rotina, era simplesmente uma rotina, uma cultura diferente da deles, mas eramos imorais, Tick Dick -outro apelido de Nixon- Não gostava da Bay aerea, e só frequentava lá por motivos políticos, como ganhar votos, era rídiculo, cada vez um papelão e ele não gostava de Grace e nem de Darby. Dabry fumava hollywood, contraditório não, ele comprava uma caixa com 20 maços e era 2 por dia, não fumava tanto. eu fumava 3 por dia, mas enfim, somente quando a maconha estava em falta. Leary tava me devendo 3 sacos com LSD, as bandas de lá jogavam pastilhas pro público enquanto tocavam, eram milhares durante os acid tests, isso começou quando Leary queria ganhar dinheiro melhorando a saúde das pessoas, melhorou somente o modo de nos fazer viajar. Eram 2 da manhã e saímos na rua, eu Bob, Mick, e PigPen. Fomos até a casa de Country Joe e de lá fomos para a Avalon, show da Janis.

  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS
Read Comments

0 comentários:

Postar um comentário