Summer almost gone: A feast of friend.


Cap. 13 - Lather.

As crianças corriam no parque, nunca vi tantas crianças na vida. elas se multiplicavam como se saíssem de formigueiros, as formigas aparecem do nada. As crianças também, mas todo dia precisa nascer uma, afinal elas são o futuro do país. Grace, Janis, Cass e Chelle corriam com elas. Bob sorriu olhando-as, eu sorri olhando-o. Ginsberbg não estava nu, Alvin Lee olhava o céu deitado na grama, ele disse que as nuvens tomavam forma, disse que uma tinha as características físicas do Cocker, dai eu pensei comigo ''Porra! Uma nuvem baixinha e ruiva?''. Marty Balin foi até Paul, estendeu os braços, Kantner pegou em sua mão e Marty o levantou. Os dois foram rodar com as meninas e com as crianças, Mick ascendeu um baseado e me olhou. Ofereceu. Bob pegou o baseado em meu lugar, tragou e me deu o beck, soprando a fumaça. Dylan olhou pra Golden Gate Bridge, havia um doido lá em cima, Spencer Dryden, estava muito chapado e queria pular, Paul Kantner foi até lá, pela escada do posto salva-vidas. Bem eu não pude ver a cena lá debaixo, mas sei que no fim das contas, Paul Kantner tirou Lather de lá cima. Lather tinha um histórico familiar desprezível, ele fugiu de casa por vezes, o pai que lhe dera a bateria, lhe dera uns tapas também. Ou seja, nada adiantava. Lather? Lather era como o chamavámos. Lembro do dia em que Lather chegou a cidade.

Flashback: But wait!

Bem, Spencer era o mais velho dos caras novos na cidade, ele tinha 26, havia chegado a dois dias e estava hospedado na casa de Paul Kantner. Eles dois ficaram muito amigos, ele, Jack e Grace eram tipo inseparaveis, Marty era mais amigo de Jorma. Phil estava na janela observando a rua e avistou um caminhão vindo do final da rua. Quando um caminhão vinha pra Haight, é por que alguém chegaria por lá, então o carro parou na frente da casa de Paul. Um garoto desceu e Paul apareceu na porta para recepciona-lo. Eu sempre achei que havia algo mais entre Lather e Paul. Mas isso não tinham me confirmado. Só fiquei sabendo dessa história por mérito próprio quando numa festa peguei os dois na cozinha se beijando. Bem, eu achei tão lindo. Voltei pra sala e contei pra todo mundo o que eu tinha visto, não, isso não é apologia a fofoca, isso chama-se droga. Lather seria baterista do Airplane, afinal era melhor do o antigo.

Fim do flashback.

Paul voltou com Lather praticamente arrastando o guri, Lather estava tão chapado, se jogou no chão ao lado de Alvin, olhou uma nuvem e disse que ela era o Paul.

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Cap. 12 - Golden Gate Park

No fim eu e Bob acabamos esperando Phil e Paul chegarem com umas sacolas. Havia os biscoitos de Pigpen. Biscoitos recheados de Pigpen. Deus! Então fomos até o Golden Gate, que pra variar estava abarrotado de gente, achamos um lugar perto do Ginsberg e do Kerouac, Kerouac parecia uma chaminé e certo, ele era uma chaminé. Nos ofereceu cigarros e Bob mostrou o maço sem falar nada. Eu sorri, encostei numa árvore e Bob deitou-se sobre mim. Jack tocava gaita em cima da árvore e Grace estava pendurada num galho junto com Melanie. Eu pude sentir o vento em minha orelha dos sapatos de Grace balançando na árvore. Olhei-a e sorri. Ela disse ''ops'' e passou a balançar mais devagar. Barry, the fish foi em direção a Darby e o cumprimentou-o. Sentou-se e deu oi a todos. Country Joe estava com ele, junto com ele estava Janis, Janis foi até Mel e Grace e se pendurou com elas. Jack perdeu o rumo da música na gaita e desistiu dela. Ficou olhando Ginsberg e esperando a poesia que viria da voz rouca do cara. As pessoas vinha chegando. Alvin Lee, o inglês e seu irmão Rick Lee. Eles vinham com Hendrix e Eric Burdon. Eles sentaram-se, no chão perto da Joan, assim foi juntando gente, Scott estava ao lado de Ginsberg, Dylan e Kerouac, eu o considerava como um Hippie/beat, era um cara do meio. Ele escrevia e cantava. Era tipo o Dylan. E tinha uma voz inigualável. Ele bebia água e era vegetariano, somente fumava uns, uma vez ou outra, mas só isso. Ginsberg começou a leitura de seu poema, ele pigarreou três vezes antes de começar e finalmente:

-Não sou iluminado, não sou santo, mal preciso de luzes.
Não sei das coisas, não sou Deus, pra que preciso saber?
Não sei o que fiz de errado, não sei se fiz errado, e de que vale saber disso?
De que vale, se todos eram ao meu favor?

... Não sou mágico, não sou neutro, por que no fim eu faço parte disso, por que isso?
Obrigado pela homenagem como se eu tivesse morrido.
Eu tenho vida, não sou Deus, cuidado com o que fala.
Ai de mim ser non sense. O que tem ser sem sentido?

...Não sou profeta, não sou vidente, mal tenho dons.
Ninguém é perfeito mas todo mundo exige perfeição então pra que ser defeituoso?
Vale a pena estar aí, esconder a cara e ser famoso.
Isso pra mim virou questão de comunicação,
ser famoso é diferente, mas também preciso de drogas.

Não sou normal, eu não sou louco, sinto muito mas eu não sou normal.
De que vale ser normal, se eu posso viver paranoico?
De que vale ser louco se eu posso entender qual o motivo da existencia humana?
Isso é exatamente ser louco? Por que?

Mas resumindo: Eu não sou iluminado, mal sou santo, não tenho luzes.
Não sou neutro, mas sou mágico. E sinto dizer, mas eu também faço parte disso.
Eu não sou Deus, mas tenho vida, eu sei do chão que piso e sei que dos cacos de vidro.
Não sou profeta, sou vidente, tenho dom.
Vale a pena estar aí, eu dou minha cara a tapa, no fim é melhor que ter fama.

Não sei me comunicar, de que serve isso? Pra que será que serve comunicação?
Eu sei, mas não digo, você sabe? Se vire!
Mas ainda preciso de drogas, Você tem alguma?
Preciso por que sou normal, e também por que sou louco.
Preciso por que sou paranoico, por que não sou santo..

Marty tragou o beck que estava circulando alí na roda beat alí no Golden Gate. O primeiro a aplaudir foi Jack de cima da árvore. Grace, Mel e Janis depois e depois dela todo o resto da galera no parque.


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Cap. 11 - Jack.

Me afastei de Bob e levantei da cama. Segurando a mão de Bob, o levantei também. Ele se jogou em mim e me abraçou. Fomos até a sala. Eu desci pelas escadas e ele pelo corrimão. Ele estava feliz eu pude ver. Bem, Dylan ainda estava lá, Ginsberg não. Pigpen disse que Ginsberg faria a leitura de um poema dele ao meio dia. Bob sentado no corrimão, na parte de baixo dele. Eu na frente de Bob, e os braços dele entrelaçados em minha cintura, como se eu tivesse alguma cintura, enfim.. Pigpen nos olhou. Olhou pros lados e olhou Bob, Bob deu de ombros a Pigpen e Pigpen levantou-se, foi até a cozinha pegar cerveja. Gritei pra ele da sala:
-Hey, Mr. Pigpen, você vai com agente no Golden Gate?
Ele gritou de volta:
-Vou! To só esperando o Phil e o Paul chegarem do mercado daí eu vou. Vocês três vão agora?
Dylan gritou a Pigpen:
-Pretendo!
Bob gritou:
-Pretendo também, mas antes vou comprar cigarro.
Pigpen gritou:
-Então vou com Phil e Paul.
Paul Kantner, guitarrista do airplane, não somente um guitarrista, um dos sócios de Marty Balin na Avalon, ele achava bandas pra tocarem lá. Paul apresentou Marty a Jorma e Jorma apresentou Marty e Paul, ao seu amigo Jack Casady, o baixista.

Flashback.

Estava marcado para aquele dia, Jack chegaria na cidade aquele dia, nada mais nada menos. Todos estavam na rua com excessão de Jerry Slick que estava doente, Jack desceu do taxi, sorriu e deu um grande bom dia ao sol, de certo estava drogado. Ou não. Ele cumprimentou Jorma e Jorma nos lisongeou com uma bela apresentação. Jorma olhou-me e disse algo como ''Ele era meu cunhado'', olhei os lados e vi Marty com cara de tacho. Marty me cutucou. Olhei pro outro lado e vi Mick, Mick me cutucou, então eu cumprimentei Jack. Jack era míope. Me dava angústia olhar pro óculos dele. Ele era símpatico e até era bonito. Já havia ficado com ele em um dos acid tests que se seguiram depois que ele chegou na cidade, ele fazia faculdade de música, mas desistiu e foi São Francisco fazer logo achar uma banda.

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Cap. 10 - How do you sleep?

Subi as escadas e entrei no quarto. Bob olhava a janela. Chamei-o e sentei na cama. Ele virou-se pra mim no susto, de ímpeto, eu bati na cama, fazendo um gesto pra ele sentar, Bob sentou. Olhei-o.
-Pigpen disse, que você ficou aqui a noite toda me vendo dormir. Isso é verdade?
-Ah, sim, sim. Fiquei preocupado.. - Disse olhando pro chão. - Você tava muito drogado. Bem..
-Não precisa se preocupar comigo, Bob. - Disse eu, levantando o rosto de Bob com o indicador encostado no queixo dele. - Não precisa se preocupar comigo... Eu me cuido, me cuido por que te amo. - Ele me olhou meio timido, meio estranho, meio feliz.
-Que?
-Amo.. Quer que eu repita? Amo a exatos 8 anos..
-8 anos? - Me olhou espantado.
-Sim sim, 8 anos, desde a época da escola.
-Qual é, Jerry? Eu amo a mais tempo.. - Ele disse rindo.
-Como é? - Apoiando minha mão na cama, mal reparei a mão dele embaixo da minha. Ele sorriu.
-9 anos. - Rindo, olhou minha mão em cima da mão dele. Tirou-a de lá e a pôs em cima da minha. - 9 anos. 9 bons anos que poderiam ter sido muito melhores. Bem, ainda bem que as drogas existem, pra nos consolar a timidez. Ou não.
-9 anos? Deus! - Eu disse chegando mais perto, tocando o rosto de Bob com o indicador da outra mão. - 9 anos? E não me disse nada. Por que isso? - Mal deixei-o responder, encostei meus lábios nos dele. Ele de fato não me respondeu, mas eu ainda estava curioso. Ele abraçou minha cintura, bem, ele era lindo vocês sabem.

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Cap. 9 - Almoço nú.

Subi as escadas e olhei pra baixo, Bob me olhava subir, ele sorriu, sorri pra ele, e cheguei no corredor, abri a porta do meu quarto e me joguei na cama, não fechei a porta e não puis meu pijama, não fiz nada mais, somente me joguei na cama, eu tava muito louco, mal lembrava meu nome. Dormi. Sonhei que num show no Golden Gate, Ginsberg estava nu, no meioi da grama, lendo Naked Lunch. Nada mais apropriado, bem, Ginsberg costumava ler no meio da praça e ia juntando gente. Eu já ouvi a interpretação dele pra última página de On the road. Aquele filho da puta me fez chorar, eu nunca choro, mentira, choro sim. Ginsberg lia Naked Lunch, nú no meio do Golden Gate e começou a juntar gente, afinal, era o Ginsberg, o Ginsberg lindão. Bob foi até ele também, pra ouvi-lo, Phil também, Jorma e Dylan, Dylan era um discípulo dos beats, porém, tinha tendências folk, bem, ele conhecia os Beatles, fora ele ninguém mais conhecia. Eu gostava de Beatles, mas os Herman's Hermits... Ah, Meu Deus.. Eram demais. Eu também havia sentado pra ouvir Ginsberg, sentei ao lado de Bob, eu não vivia sem ele. Ginsberg parou de ler quando me viu sentar, e disse algo em latim que eu não entendi. Bob desenhou um coração torto no meio da grama e disse que era a tradução do que o Ginsberg disse. Eu olhei Bob, depois olhei Ginsberg. Levantei e sai. Quando acordei, Ginsberg estava na sala de casa, conversando com Pigpen. Eu desci as escadas e vi Dylan junto. Acenei e fui na cozinha pegar café. O café estava amargo, lógico, Pigpen não adoçava o café na hora em que fazia. Ele somente colocava o açucar depois, simples assim, à gosto. Eu estava com muita falta de ar, abri todas as janelas de casa. De paranóia abri até as do banheiro. Fui até a sala. Cumprimentei Pigpen, Dylan e Ginsberg, é que dizem que quando o sonho é muito real, é por que a pessoa está perto. De algum jeito.
-Jerry, tú deixou o Bob sozinho lá? - Pigpen me olhou com cara de espanto.
-Bob? Lá aonde?
-No quarto caramba. Ele ficou lá a noite toda. Bill me disse que ele tava preocupado com você.
-Eu não vi que ele tava lá.
-Sobe lá, agente não vai sair daqui. - Dylan disse ascendendo um cigarro.
-Certo.


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Cap. 8 - God only knows ..

Bob sentou do meu lado, olhou-me sério. Eu o olhei, semblante estranhamente estranho.
-Jerry, eu me preocupo com você, não precisa rir de mim. Não precisa ser sarcástico comigo, mesmo que esteja drogado... O que tá acontecendo? - Ele disse olhando-me sem piscar.
-Nada, oras, quem disse que tá acontecendo algo? - Olhei-o sério.
-Não sei, mas você me parece estranho, eu fiz algo?
-Não, não me fez nada.. Você me faz bem, só bem. É que..
-Que? Sempre tem um porém, né? - Desapontado.
-Não é nada ruim.. Com você não. É comigo e não com você... Ando pensado nas coisas todas de durante quase 9 anos. Bob, God only knows what i be without you..
-Hein? - Meio perdido na conversa.
-Esquece.. Eu vou dormir, eu acho.. - Levantando.
-Você tá bem, né?
-To sim, eu acho.. - Fui em direção as escadas.


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Cap. 7 - Coxinha de frango, Ketchup e LSD: Afrodisíaco.

Grace perguntou como havia sido o acid test, perguntou se eu fiquei bem lá dentro, eu havia tendo lapsos de memória sobre alguns nomes. Havia esquecido o nome do molho que me deram pra comer na Avalon, Grace disse que não vendiam esse molho lá, disse também que a única coisa que vendiam era Ketchup. Olhei rindo e disse que se era Ketchup minha visão tava muito turva. Grace disse que iria no acid test do dia seguinte. Ela iria pra casa cuidar das coisas e depois passaria na Janis. Janis estava morando um tempo com um dos caras da banda, até que seu namoro voltasse ao normal, estranho, mas... Normal! Grace então levantou-se, era 3 da manhã. Eu disse que iria na casa de Janis com Grace no outro dia, ela concordou, acenou e foi embora. Levantei da escada de casa e entrei. Não havia ninguém em casa, apesar de que Phil e Bob estaria comprando drogas, sentei no sofá, olhei o nada e alguém entrou pela porta. Eu havia errado a previsão, Bob e Bill haviam ido comprar as drogas. Phil estava dormindo. Pensei comigo, ''Phil, dormindo? Doente!''. Bob foi até a cozinha, colocou umas sacolas lá e voltou. Bill sentou na poltrona, perguntou por Pigpen.
-Deve ter ficado na Avalon, eu não vi ele lá. Nossa, eu to mal, acho que vou deitar, não sei. - Puis uma das mãos na cabeça, eu estava tonto. Bob veio até mim.
-O que você tomou? - Tirando o cabelo que caia na minha testa. - Jerry! O que você tomou?
-LSD, mas depois comi coxinha de frango. - Eu disse rindo. Bill olhou-me meio non sense. Eu continuei. - Coxinha de frango com ketchup. - Sai correndo até o banheiro mais próximo. Bob foi atraz, junto com Bill. Olhou me ajoelhado no chão.
-Jerry, tú tem que parar de fazer isso. Comer coxinha de frango junto com LSD. - balançou a cabeça. - Sabe que isso não te faz bem.
-É afrodisíaco. - Eu disse rindo.
-Hedonista! - Bill disse rindo.
-Bill, não agita... - Bob disse, pisando no pé de Bill.
Levantei do chão, dei descarga, lavei minhas mãos e limpei a boca. Olhei Bob. Respirei fundo, pedi licensa e fui pra sala. Eles vieram junto. Bob foi até a cozinha. Voltou com um copo de água e me entregou.
-Senta! Bill, me dá licensa, posso falar com o Jerry aqui? - Olhei Bob, assustado. Pensei comigo ''Puta merda, quem morreu?''

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Cap. 6 - O amor, ou a falta dele - Flashback

8 anos era tempo demais pra Bob e eu conversarmos sobre o que conversamos. Começou com Phil indo até a cozinha pegar mais cerveja, aquilo era um bebado da pior espécie, Pigpen havia ido com ele. Minha conversa com Bob durou 20 minutos, eu não contei, mas no fim passou de 15. Phil havia perdido a namorada, uma groupie de L.A. Bob então começou um ''debate''. Ele defendia que a falta de amor que Phil sentia não era atoa, e começou enrolando com toda a história de vida do Phil, daí eu o cortei, dizendo que quem tinha falta de amor era a groupie, Bob disse que ela tinha amor demais, Phil saiu da cozinha, e gritou bem alto ''Ela tem sexo demais'', Pigpen riu, eu ri junto, Bob se manteve.
-Jerry, e você, você tem amor? - Desafiando-me.
-Eu? Eu não preciso, mas se você quiser me dar, estou dísponivel. - Disse sério a ele.
-Você aceitaria? - Disse ele vermelho.
-Se você me desse, sim. Mas, teria de ser por livre e espontânea vontade. - Eu disse indo até a cozinha pegar cerveja, olhei Pigpen. - Perdi meu isqueiro.
-Eu também perdi o meu. - Pigpen disse esfregando os lábios após um trago. Cocei a cabeça. Bob entrou pela cozinha. Colocou um isqueiro em cima da mesa. Me olhou. Passou a mão em meu rosto e voltou pra sala. Peguei o isqueiro e fui atraz dele. Sentei no sofá, puis um cigarro entre os lábios, ascendi-o com o isqueiro de Bob. Estendi a mão segurando o isqueiro na direção dele.
-Obrigado, Bob. - Pisquei e ele pegou o isqueiro.
-Jerry, - Vindo em minha direção. - O que pensa sobre amor? - Sentando ao meu lado no sofá.
-Amor, troca de energias também. - Traguei e dei o cigarro a ele.

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Cap. 5 - O amor, ou a falta dele.

Grace estava tão calma, não a vi na Avalon aquela noite. A moça do tempo havia errado a previsão, o céu estava limpo cheio de estrelas, Grace olhou-as, depois me olhou e com voz calma e tranquila disse que o outro Jerry havia deixado-a, e que havia se mudado pro bairro ao lado. Darby, o irmão de Grace estava puto com isso, por que sem Jerry a banda estava acabada, mas Grace, Grace estava tranquila demais, acho que Jerry deve ter tirado um peso das costas dela, por que aquilo não era um casamento a tempos. Olhei-a.
-Grace, você está bem? - Grace me olhou serena.
-Tô ótima, você que pensa que eu queria ele aqui, aquilo? Não, não, eu não preciso dele, que ele vá atraz daquelas garotinhas de 13, eu não me importo, e aliás, dane-se! - Disse super calma, olhando o céu. Eu não estranhei, Grace andava com a Janis, mas nunca, jamais pegaria toda a explosividade dela, Grace era calma. Me olhou.
-Jerry, Bob comentou comigo, que você tá estranho com ele, o que houve? - Grace pôs a mão no queixo, expressão pensativa.
-Eu, estranho com Bob? Por que estaria?
-Sei lá, ele me disse que teve essa sensação quando vocês conversaram ontem, mas enfim, eu mal sei do que conversaram. - Grace sorriu olhando-me.
-Conversamos sobre amor, ou sobre a falta dele. - Eu ri.
Grace olhou-me.
-Jerry, que que o Bob tá querendo com você, hein? - Disse ela rindo e me cutucando com os dedos. Eu olhei-a.
-Para, - Rindo. - Como assim o que ele quer? Não entendi o que disse. - Sorrindo.
-É, oras o que ele tá querendo, vocês são amigos a quanto tempo? 4 anos? 6? - Disse ela, parando de me cutucar.
-8 anos.


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Cap. 4 - I'm so burning

Durante o Acid test, o Airplane tocava, sem pretenção nenhuma de fazer música, todos estavam drogados mesmo, qualquer som seria bem vindo, qualquer trilha sonora, eu pude ver Signe tentando cantar no palco, ela era carismática, seria uma pena que saísse, mas enfim, Jorma estava tão drogado, tão drogado, errava todas as notas, mas de que adiantava reclamar, eu também estava, a moça do balcão me pôs um comprimido na língua, eu ouvi alguém gritando, ''Onde está meu carro'', uma garota gritou o número da placa e disse que estava proíbida de estacionar onde estava, um guarda de transito a multou em 500 pratas, eu ria muito, e me deixaram com uma garrafa na mão, eu queria beber, mas não tinha sede, eu tinha fome, daí pedi algo pra comer e me deram coxinha de frango com molho shoyu, fiquei exatos 30 minutos me perguntando o que era aquilo, gritaram do fundo da Avalon, ''Molho shoyu'', então eu comi e parecia gostoso, até o momento em que ficou amargo, daí um garoto gritou de cima do palco, ''Bittersweet symphony, coma!'', então comi tudo, meu estômago revirou, então procurei urgentemente a cabine de banheiro masculina da Avalon, acabei entrando na feminina, Michelle estava lá, toda sorridente, me beijou e me pôs pra fora, apontando a cabine masculina, então entrei, me recepcionaram lá dentro com mais molho shoyu, vomitei no chão no ato, quiseram me matar, tinha molho shoyu nos mictórios e espelhos. Quando olhei no espelho vi algo inusitado, um morro uivante, derepente uivei também e me aplaudiram, saí de lá correndo, atravessei a porta de saída da Avalon como se estivesse fugindo da polícia, eu ouvi as sirenes e alguém disse ''Pare em nome da lei'', daí eu parei, olhei pro nada e levantei as mãos. Grace segurou-me e me acompanhou até em casa.


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Cap. 3 - Signe.

Quando entrei avistei Signe, ela me olhou com cara de poucos amigos e eu perguntei o que tinha se passado. Ela me chamou num canto toda misteriosa. Me assustei. Donada ela me disse que estava grávida do namorado e que não sabia como dizer aos caras da banda. Ela disse que pretendia sair do Airplane simplesmente por que uma criança daria um tremendo trabalho nos bastidores dos shows, e durante os acid tests não haveria quem cuidasse. Eu até me ofereci, Signe era minha melhor amiga. Fiquei triste em saber que sairia da banda, mas depois parando pra pensar bem, não teria como mesmo, até mesmo por que eu tinha minha banda também. Ela não me deixou sair do Grateful, eu fiquei bravo, mas no fim concordei. Eu ajudaria ela em tudo e continuaria na banda pra poder fazer isso.
-Jerry, -Me puxou num canto denovo. -Como eu conto isso ao Marty?
-Se quiser eu conto...
-Não, pode deixar eu conto. Mas você vai comigo. -Disse Signe puxando meu braço e indo até Marty.
-Você vai contar agora? -Olhando-a sem entender.
-Sim, por que?
-Não, por nada..
Marty montava a bateria num canto. Assobiei pra ele e ele veio até nós. Me cumprimentou, e beijou Signe no rosto.
-O que me contam?
-Marty, to grávida. -Eu pude ver a expressão de frustração de Marty ao ouvir Signe dizer. -E pretendo sair da banda pra não atrapalhar..
-Mas.. mas.. mas.. Você não atrapalha, Signe!
-A criança concerteza tomará meu tempo integralmente, Marty. -Signe olhou desapontada pra Marty.
-Não tem quem cuide?
-Não.. Marty eu não vou me mudar, eu só vou sair da banda. Entende?
-Sim, né? Mas.. -Marty ficou super triste, mas enfim..

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Airplane house [?]

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Cap. 2 - So welcome back baby, to the poor side of town

Na televisão tinham anunciado chuva, bem não era como o dilúvio, mas já era ruim, ruim pelo motivo de que não conseguiria sair de casa, nem com guarda-chuvas pra ir na Avalon. Meu amigos provavelmente iriam, bem, a Avalon era nova... Talvez teria acid test, ou não. Eu só queria passar o tempo. Então fui até a janela ver o céu, Jorma me acenou, eu pude ver o vento balançar sua bata azul-marinho. Jorma me chamava com as mãos, eu apontei o céu indicando que iria chover e Jorma deu de ombros. Eu pedi a ele que esperasse. Fechei a janela, sai do quarto, desci as escadas, abri a porta da sala e saí. Tranquei a porta e desci as escadas de casa. Acenei Jorma. Olhei pra calça dele.
-Ok! Essa era a última da loja, Jerry não me olhe assim, depois eu te empresto. -Sorriu.
-Ela não serviria. -Olhei ele rindo. -Soube pela gostosa do tempo que hoje vai chover. -Olhei o céu.
-Você ainda confia nela, Jerry faz favor! -Jorma segurou em meu braço e fomos até a Avalon. Ela nem estava aberta ainda, mas nós eramos vips, a Avalon foi formada por Marty Balin, ele queria montar um grupo. Mas bem ele era uma excessão, ele era muito bom, mas seu estilo de tocar era diferente.

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Cap. 1 - 1899, fim de um século.

Naquela época, as pessoas estavam refletindo sobre as realizações dos cem anos precedentes. No campo da ciência, por exemplo, um êxito incontestável foi a comprovação, por John Dalton, em 1808, de que a matéria é constituída de átomos. Outro foi a demonstração, por James Prescott Joule, em 1851, de que a energia realmente se conserva, e a suposição anterior do físico francês Sadi Carnot de que a eficiência com que uma forma de energia pode ser convertida em outra é intrinsecamente limitada. Em conjunto, esses avanços resultaram na chamada termodinâmica e levaram à conclusão de que a maioria das leis fundamentais da natureza integram um "vetor tempo". Os jornais alemães, porém, ocupavam-se prioritariamente com fatos da atualidade, em suas edições de 30 de dezembro de 1899. O Kölner Tageblatt, por exemplo, noticiava: "De Londres informa-se que o departamento de guerra recebeu notícias muito sérias da África do Sul. A revolta dos africanos (nativos negros) já estaria se estendendo até 50 milhas da Cidade do Cabo. Os ingleses teriam conseguido afugentar patrulhas dos bôeres (descendentes de holandeses) ao longo da cadeia de montanhas rumo ao oeste. Houve troca de tiros. Os bôeres receberam reforços. Os ingleses voltaram à sua base sem baixas".

Friedrich Nietzsche, 1899



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Summer Almost Gone : A feast of friend.

-Summer almost gone: A feast of friend, é uma ficção, portanto, nem sempre é feita de fatos reais. A maioria dos acontecimentos são ficção!


Introdução - Deus e as coisas divinas.

Fomos criados ouvindo o nome e as expressões que haviam nele: Deus, Deus descansou no sétimo dia após ''inventar'' o mundo. Ele criou o paraíso, pros anjos voarem, criou o inferno pros anjos maus se arrependerem. Ou seria purgatório? A única coisa que sei, é que ele é Deus, alguns o chamam de todo poderoso, outros o chamam de Pai, outros o chamam de Alá, mas a verdade é que todos esses nomes sugerem uma ''pessoa'' só. Deus! Por que Deus, não poderia ter usado o Big Bang como uma forma de criar o mundo?
Alguns religiosos afirmavam que isso era de fato possível, bem, questão de fé. Esses religiosos, também cientistas, para não serem banidos da igreja católica, fundaram em meados de 1776, ou segundo outros historiadores em meados de 1090, seitas, uma delas exposta nos livros como Ismaelitas, ou Haxixinos (origem da palavra assassinos). Eles usavam haxixe. Essa seita aterrorizou o mundo mulçumano, até que os mongóis de Gengis colocassem ordem no caos que os haxixinos haviam espalhado. Encurralados no seu refúgio nas montanhas os haxixinos, caindo de drogados, não conseguiram oferecer resistência aos saudaveis guerreiros mongóis. Resumidamente a história dos illuminati foi colocada nesta minha narração. Mas será preciso apelar tanto, pra poder se acreditar em alguma coisa? Derepente sim!

Friedrich Nietzsche, 1899.

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O Fim de while my guitar gently weeps?


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Nem só de depressão vive a poesia .

Poema do cume.

"No alto daquele cume
Plantei uma roseira
O vento no cume bate
A rosa no cume cheira.

Quando cai a chuva fina
Salpicos no cume caem
Formigas no cume entram
Abelhas do cume saem.

Quanto cai a chuva grossa
A água do cume desce
O barro do cume escorre
O mato no cume cresce.

Quando cessa a chuva
No cume volta a alegria
Pois torna a brilhar de novo
O sol que no cume ardia!"

WTF???

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Preenchendo [?]

... Não quero tomar seu tempo, só quero tomar um chá..

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I'm changing, arranging .

Reflections of my life.


''A mudança da luz do sol para a luz do luar
São reflexões da minha vida e como enchem meus olhos...
A agitação das pessoas em apuros
São reflexões da minha vida e como enchem meus olhos...

Todas as minhas tristezas, tristes amanhãs
Levem-me de volta ao meu próprio lar
Todas as minhas lágrimas (choros), sinto que estou morrendo
Levem-me de volta, ao meu próprio lar

Estou mudando, arranjando, estou mudando
Estou mudando tudo, tudo à minha volta

O mundo é lugar ruim, um lugar mau
Um lugar terrível para viver, mas eu não quero morrer''

(The marmelade)

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Esquizophrenic Song.

My dear, leta .


Oh uma aberraçao sorri para mim
ah sim , ela faz parte de mim
hoje eu sorri para voce
mas nao tive resposta

é tao bom quando o tempo escurece
vamos la torna-me uma estrela
vamos la me carregue para mar
vamos la nao me deixem aqui

oh nao esconda mais de mim
ah sim , eu nao ignorarei mais vc de mim

é tao bom quando o tempo escurece
vamos la torna-me uma estrela
vamos la me carregue para mar
vamos la nao me deixem aqui

é só mais um tunel sem fim ?

é só mais um tunel sem fim ?

é só mais um tunel sem fim ?

é só mais um tunel sem fim ? eu nao sei ...

By: Felipe Traʂɦ .

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Nonsense ana.

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Fugir deve ser bem agradavel.
Bem pro lado certo.
Agradavel pro lado errado.

Na hora da briga, solidão.
Na ida e vinda, negação
Se negue por tudo o que é mais concreto.

Negue a mim, negue a você.
Negue tudo e cale a boca!
Negue e fique quieto...
Em silêncio...
No escuro...

Não há beleza mesmo, é questão de espirito.
É questão de estar mentalmente apresentável.
Algo que não seja legível...
Eu desenho pra tí...
Que é extremamente incapaz de entender algo...
De alguém que gosta em silêncio...
De alguém que teme no escuro...
De alguém que ama sem poder falar nada.
E que vá a merda tudo isso.
Mas que volte amanhã mesmo em silêncio.
Mesmo sem razão.

Enfim negue...
Me negue...
Me ame...
Me ergue!
Cale a boca, fique quieto.

E que vá a merda isso tudo.
Ninguém entende nada...
Lava as mãos pra não entender...
Algo simples que eu queria e não querem.

Cale a boca, fique quieto!
Me ergue
Me negue.

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A sunday smile... ♪

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É... está chovendo.
A tempos não chovia assim.
A tempos eu sempre desejei você.
Nossas conversas engraçadas.
Um sorriso de compreensão.
Ao menos uma nota dizendo: ''eu te amo, eu te entendo,
eu não quero mais nada além do seu sorriso.
Eu dormiria direito ao ver o seu sorriso.
Eu dormiria bem...

É uma chuva de verão...
Ela faz doer minhas costas, mas os pingos
aliviam as queimaduras do sol.
Eu estarei contigo enquanto quiseres minha presença.
Por que as músicas são assim...?
Elas te tocam a alma também?
Elas te dizem um pouco de mim?
Eu vejo seus olhos nelas todas...

Quero fugir e me molhar na chuva...
Vou fugir...
concerteza vou... Na chuva fugir!
Vou fugir pra você!

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Charles Bukowski

O CORAÇÃO QUE RI


A tua vida é a tua vida

Não a deixes ser dividida em submissão fria.

Está atento

Há outros caminhos,

Há uma luz algures.

Pode não ser muita luz mas

vence a escuridão.

Está atento.

Os deuses oferecer-te-ão hipóteses.

Conhece-las.

Agarra-las.

Não podes vencer a morte mas

podes vencer a morte em vida, às vezes.

E quanto mais o aprendes a fazê-lo,

mais luz haverá.

A tua vida é a tua vida.

Memoriza-o enquanto a tens.

És magnífico.

Os deuses esperam por se deliciarem

em ti.

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