Summer almost gone: A feast of friend.


Cap. 21 - Down on me.

Fomos até a casa de Grace, Marty via um filme na t.v, e Jorma estava na cozinha fazendo o almoço, Grace foi trocar de roupa e foi pra cozinha ajudar Jorma, batiam na porta, Marty acenou pra mim e foi abrir a porta. Sentei no sofá ao lado de Spencer, ele tocava uma música no violão, eu fiquei surpreso, por que eu somente havia visto ele como baterista, mas nunca havia o visto tocar violão, então Marty abriu a porta e era Janis, Janis cumprimentou-me, cumprimentou Spencer que teve de se levantar, e Marty disse que Grace estava na cozinha, daí ela se sentou e disse que esperaria por lá. Era noite de acid test, Janis ia tocar e enfim, o airplane poderia dançar um pouco, ao inves de beber agua e tomar lsd, eles poderiam beber whiskey e tomar lsd, Grace tinha uma coisa de só beber água no palco, era estranhamente estranho, mas enfim, era o jeito dela. Então Grace saiu da cozinha, cabelo amarrado, uma camiseta branca, e um jeans velho, estava descalça. Jorma vinha com ela, com o cabelo parabólica de sempre e um prato na mão. O almoço era pizza? Jorma pôs a pizza em cima da mesa da sala, então ele se jogou no sofá ao meu lado.
-Oi Jerry, cade o Tom? - Rindo.
-Tá na casa da sua mãe! - Rindo.
Todos riram e passaram a babar a pizza de Jorma, ele cozinhava bem, e lá foi Grace com seu canivete sedutor cortar a pizza, então Paul Kantner saiu do quarto e desceu as escadas pelo corrimão. Janis pegou um pedaço e começou a mastigar. Levantou o polegar pra Jorma, e Jorma piscou. Enquanto comiamos, Spencer cantava, as vezes até de boca cheia. Eu também nunca o tinha visto cantar, Jorma as vezes cantava, mas Spencer nunca, Kantner sentou-se ao lado de Spencer e deu pizza na boca dele, achei tão lindo, enfim. Bob sentou-se comigo, e eu limpei o canto de seu lábio, ele me beijou, ai, gostinho de pizza. Quando acabamos de comer, Grace foi se trocar e Janis foi com ela, Spencer e Kantner esperavam no portão, e Marty tinha ido no portão ver se achava Jack que vinha vindo do fim da rua. Jack ficou do lado de fora do portão, Marty saiu e o abraçou. Eu e Bob esperavamos na escada, o céu era lindo, 7 horas da noite, acid test na Avalon Ballroom com a banda da Janis e a banda do Butterfield. Janis e Grace desceram e nos encontraram lá embaixo. Saímos em direção a Avalon.

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Cap. 20. - Shaman's blues.

Eram 4 da tarde e nós andavámos pela haight, Grace queria comprar um vestido novo, entrou na Psychodelic shop sozinha e de lá saiu vestida pra matar. Na rua tocavam blues. 4 e 30 da tarde e tocavam blues como se fosse 5 da manhã, num ato corajoso e talentoso. Havia uma grupo de negros tocando uma música de Charley Patton, um garoto branco de cabelos longos e ondulados os observava. Parecia que ele fumava um cigarro, chegamos mais perto e ele fumava mesmo um cigarro, ele batia o pé no chão enquanto um dos negros davam a batida pra ele. Ele era atento, parecia timido. Eu, Grace, Bob e Jack paramos por perto pra poder ouvir os negros cantando, então eles pararam de cantar quando nos viram e depois continuaram, o garoto nos olhou e continuou a bater o pé no chão. Olhou Grace e o vestido dela. Apontou a psychedelic shop e perguntou se era de lá. Grace fez que sim com a cabeça, Jack olhou pros negros tocando, e acompanhou com os dedos os mesmos gestos deles. Olhei pro garoto. Ele usava um colar simples de missangas vermelho e branco. Ele me parecia simples, e bem legal.
-Qual seu nome?
-Jim, mas pode me chamar de amigo. E vocês quem são?
Grace limpou o vestido, olhou-me.
-Sou Grace, esse é Jerry, do lado dele, o Bob, e esse aqui, é o Jack! - Grace olhando pra Jack.
Olhei Grace, - Hey, Jim. E eles tocavam o que, aí? - Olhando Jack ficar amigo dos negros que tocavam com Jim.
-Charley Patton, conhece?
-Não, eu escuto Beatles, conhece?
-Conheço pouco, parecem legais, mas os Stones são mais.
-Stones. - Bob olhando. - Mas pelo visto tu gosta mesmo de um blues.
-Sim, Stones algumas vezes fazem um bom blues.
-Gosto de stones. - Bob grudou em meu braço, Jim olhou. Jack sentou-se no chão, encostou a cabeça na parede e disse que ia terminar aquela música e que depois ia pra casa.
Então nós acenamos. Jim acenou pra nós, nós fomos até o armazém e de lá voltamos pra casa.


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Cap 19. - Retardamento mental, ''Pete engula isso''

Nós ali da Bay Aerea eramos autorizados por Leary a fazer acid tests pequenos em nossas residências, com um grupo de amigos, ou 2, 3 pessoas, a diferença é que não tinha bandas tocando, somente Jack Casady com seu violão folk. Estavamos eu, Mick, PigPen, Pete, Grace, Jack e e Paul Butterfield, um cantor de blues amigo de Jorma e Jack. Eram 8 pastilhas de LSD, pra 7 pessoas, tomamos uma cada, e quando chegou na última, todos se viram em um circulo, olhando pra pastilha na mesa da sala, derepente Pete gritou ''É minha!'' e então Grace deu um tapa na mão dele e disse ''Porra, vamos repartir''. Então Pete disse ''Mas, mas, mas, mas..'', Grace pegou um canivete, calada, e cortou a pastilha, só se pode ouvir Pete gemer e virar o rosto pra baixo, com pena da pastilha ser cortada, Paul logo pegou a parte dele da pastilha, e eu então peguei a minha e Grace a dela, Jack pegou a dele e PigPen também, Pete estava doidão e olhava pra pastilha com pena de por na boca, ele chorava. Grace então o abraçou e disse que ficaria tudo bem com a pastilha dentro do organismo dele. Pete pegou a parte dele da pastilha e passou a língua. Olhou Grace:
-Grace, promete que ela vai ficar bem! - Ele disse pra Grace olhando-me e eu o vi, ele estava rosa, foi como num filme, logo ele ficou cor sim e cor não, depois eu via imagens no rosto de Pete e ele foi se afastando, afastando e caiu da cadeira, ele caiu num lago e esse lago era feito com gelatina de limão com pêssego em caldas, Pete sorria lambendo os beiços, e gritou. -Jerry, se sirva! Você não sabe o que perde.. - Pete ria e sorria pra mim e derepente ele voltou pra cadeira em camera lenta e sua voz era grossa, e ele mordia sua parte da pastilha, eu me perguntei, ''Quem é que em sã conciência faz isso tudo, Deus!''. E então Deus, respondeu: ''O Pete'', dai eu olhei Pete espantado, e Pete roía as unhas, ele moldava as unhas com os dentes e então eu disse.
-CHEGA! PARE DE MORDER, PARE DE ROER, NÃO ROA! - Então todos olharam-me e Jack me abraçou, e Pete mandou beijinho pra mim, então eu levantei a sombrancelha e quis pegar a parte da pastilha que Pete tinha comido, então eu parei, fechei os olhos e passei a meditar, então eu quis voltar o tempo com a minha meditação e lógico que não deu certo.
Jack foi dormir, e Paul foi pra casa, e Pete rodava na sala, eu sentado no sofá, Grace deitada no meu colo, PigPen na janela fumando e Mick sentado no chão rindo de Pete, podiam falar o que quisessem mas que Pete estava azul, ah, estava!

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Cap. 18 - Who are you?

Bem, era uma banda tão estranha quanto todas as outras. Roger, o loiro; Moon, o insano; Pete, o narigudo e Entwistle, o neutro. Roger e Moon eram um casal, casal estranho tanto quanto a banda em que tocavam. Naquela mesma madrugada Roger estava sentado na escada e Moon estava perto do corrimão, em pé. Grace passou e Roger disse ''Oi gata'', Eu olhava pra Bob desatentamente e só ouvi um ''Cala a boca, Roger!''. Roger olhou Moon de ímpeto:
-Moon! Não começa... - Disse Roger tirando o cabelo do rosto.
-Como é? - Moon disse olhando muito puto.
-Não começa!
-Tú chamou ela de gata, na minha frente! - Disse Moon esmurrando o corrimão e depois sacudindo a mão. Todo mundo tomou um susto.
-Tá, mas não é ela que eu amo, certo? E não vá me quebrar essa mão, hein? - Roger disse levantando.
Pete sentado ao meu lado, olhou Moon.
-Moon, menos! - Pete disse e olhou-me. - É sempre assim, Jerry. E isso por que ele não ta bebado.
Olhei Pete e olhei Moon, Grace olhou Pete e olhou Moon e depois olhou-me. Eu sorri sem graça, sorriso amarelo. Olhei Roger, ele olhou-me, olhou Moon e depois olhou Grace e depois pôs as mãos na cabeça.
-Roger, eu te amo. - Disse Moon meio triste, olhando Roger.
Fiquei amigo de Pete aquela noite e fiquei sabendo de várias coisas.

(Quase) Flashback

Pete contou-me várias coisas de Roger e Moon. Eles se conheceram no colégio, nessa época Moon quase morreu por Roger, eles moravam juntos, e Moon teve uma crise de ciúme. Moon dizia que não tinha nada a perder. Moon respirava Roger, cantava Roger, sorria Roger, chorava Roger, vivia e morria Roger. Roger por sua vez, amava demais Moon pra sair daquilo. Pete disse que Moon e Roger moravam juntos antes de os 4 se mudarem pra San fran, e Moon de tanto ciúme de Roger quebrou a sala toda, quebrou piano, quebrou a tv, taças de vidro, copos e pratos, quebrou uma garrafa e cortou-se na frente de Roger. Roger gritou pra Pete, gritou tão alto que o dono da padaria da esquina ouviu. Roger olhou horrorizado pra Moon e Pete chamou a ambulância, Pete disse que Moon não queria nada, não queria ambulância e nada.. ele queria era o Roger, Moon não queria ser costurado, ele queria trepar com o Roger, Pete disse isso e eu olhei Moon espantado.


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Cap. 17 - Do what you wanna do.

Eram 3 da manhã e o café havia acabado com o sono de todos, acho que ninguém queria dormir, a droga também fudeu tudo, no outro dia ninguém saíria da cama, mas enfim, agente gostava de haight a noite, acabou que Grace e Misha saíram com Marty Balin, acho que eles iriam no mercado, não sei bem, eles haviam ido até a Japantown, comprar comidas prontas.. Não era dia de acid test, não tinha shows marcados pra aquele dia. Marty chegou com Grace e Misha, eles traziam comidas prontas, comidas japonesas, eu não comia carne, nem Ginsberg, Ginsberg era amigo dos krishnas, era poeta, e tinha vários conhecidos, era muito influente. Nós entramos em casa pra comer. 3 horas da manhã e nós comendo comida da Japantown. Nós eramos normais sim, mas ninguém entendia isso, enfim. Marty Balin tinha tomado 3 pastilhas de LSD, e as tinha engolido com whiskey, ok, e depois ainda pra ajudar, tinha comido comida japonesa, Deus! Marty sentou-se no sofá, pegou os palitinhos e pôs-se a comer, ele comeu e logo depois passou mal, foi vomitar e parou na cozinha e pegou um copo de água, ele vomitou mais, e depois caiu no chão. Jack estava com ele, fez primeiros socorros, Marty não teve uma overdose, Marty apenas ficou tonto e desmaiou. Jack era tudo pra Marty, e Marty era tudo pra Jack, eles não sabiam, mas era. Olhei o relógio, 3 e meia, olhei pro sofá, Jack sentando com Marty, olhei Marty e perguntei pra Jack se ele tava bem, Jack disse que sim, que era só Marty dormir, e acordaria bem noutro dia, Jack beijou o cabelo de Marty e o fez deitar. Eu olhei Bob e Bob sorriu, ele saiu de cima do apoio do sofá e sentou-se ao meu lado. Grace e Misha brincavam de a-do-le-ta. Marty acordou assustado e perguntou por Jack. Jack passou a mão em seu cabelo e disse que estava ali. As pessoas dependiam das pessoas, as pessoas dependiam das drogas, as meninas dependiam da maquiagem, e Grace dependia de tudo isso e mais um pouco, ela se maquiava de negro as vezes para cantar nos shows, ou andar pela rua. Era engraçado, mas era o jeito dela. 3 e 45 bateram na porta pedindo abrigo. Melanie abriu a porta, e pediu para que entrassem, era um loiro de cabelos cacheados e olhos azuis, um garoto um tanto quando insano, moreno de cabelos curtos no estilo moptop, um alto com olhos azuis mortos e um grande nariz e um outro meio quetão, na dele, neutro. Bem eles entraram, disseram que estavam prestes a achar uma casa por ali mesmo, eles eram ingleses e já tinham um endereço em vista, queriam saber se era de fácil acesso as duas boates e essas coisas.. mercado, enfim.

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Cap. 16 - I need somebody groovy, my friend.

A noite na rua estava tudo muito agitado, PigPen bebia a horas e eu e Mick dividíamos um cigarro velho, inclusive tinha um gosto terrível, enfim.. Nós eramos vizinhos do airplane, Janis e Big Brother moravam ao lado do airplane, uma vez um fã nosso da Bay area olhou pro Phil e perguntou se ele tinha mãe, e Phil disse, ''Não sou filho de chocadeira, porém saí da casa da minha mãe'', o menino nosso fã saiu rindo do Golden Gate. Mas então, estávamos sentados na escada de casa, eu, PigPen bebado a horas, Bob, Darby, e Denny Doherty, Denny Doherty estava ali a pouco tempo, ele andava com John Phillips e Mama Cass Eliot, Mama Cass era uma das cantoras mais respeitadas da Bay Aerea, junto com a Signe, a Janis e a Grace, a Janis se dizia alcodélica, ela não gostava que chamassem-na de psicodélica e Mama Cass gostava de ser chamada de multiuso, Grace era diva do acid do rock, e Signe gostava de um folk. Ela usava o cabelo divido em duas partes e depois as amarrava, cada parte com uma fita e ficava bonito de se ver. Ela usava umas batas cinza, a única das cantoras da Bay Area que andava de preto e branco. Estávamos sentados por lá na escada, e Mama Cass chegou com Mel, mel cantava uma música de sua época de criança e sentou-se ao lado de PigPen.
-Hey, Mr, PigPen, passa o álcool, to morrendo de sede, e enfim, dúvido que isso seja água. - Mel disse sorrindo pra PigPen.
-É água, - Sorrio envergonhadamente de sua 10 garrafa de vodka.
-Tá, então melhor ainda, - Mel pegou a garrafa e deu uns goles. - Águardente, só se for, né? Tá certo, mr. PigPen.
-Como é PigPen, tú nunca libera o álcool? - Mama cass rindo.
-Libero sim, - PigPen com cara de esnobe. - Acontece é que tem muita gente pra eu liberar.
-Ah, claro, libera geral aí, PigPen. - Bob rindo.
-Libero pra quem eu quiser, porra! - PigPen indignado. - O álcool, lógico!
O assunto mudou de rumo quando Alvin Lee passou na rua, ele estava indo até a casa de Bill acertar umas coisas, e fazer umas contas, sei lá. Mama cass virou pra Mel, toda dengosa, olhou pra Lee, no fim da rua, já e disse algo significante demais.
-Mel, quem te balança?
-Lee? - Mick tragando aquele cigarro horrendo.
-Talvez, por que não? - Mel disse bebendo da águardente de PigPen.
-Aha, Mel, ui - Bob disse batucando em meus joelhos.
-Mel cataria o loirão, eita Mel. - Eu disse arrumando o cabelo de Bob.
Janis e Grace vinham da haight, derepente elas pararam perto do poste onde identificamos o nome das ruas, e ficaram lá rodando, as duas de mãos dadas rodando, rodeando o poste.. Elas estavam felizes e nos contagiou, Mama cass levantou e foi dançando um Bop, Bob subiu um dos degraus da escada e me abraçou, Mel olhando pra PigPen, pegou o chapéu dele e pois na cabeça do Mick, Mick olhou pra cima e viu a aba e riu. Finalmente Grace e Janis chegaram, Janis estava sóbria. Phil olhou-a, ela olhou-o.
-Que que é Phil? - Janis olhando.
-Nada, por que? - Phil olhando.
-Tá, sei... - Disse ela sentando, Grace olhando os dois..
-Pode parecer impressão minha, mas.. - Grace disse alisando o queixo.
-Grace, não! - Janis disse afetada.
-Ok ok..
Ninguém sabia o que se passava, entre Phil e Janis, mas que alí tinha coisa era fato. Bill e Grace sabiam, mas de resto..


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Cap. 16 - Who do you love?

Resolvida a questão dos planos pro summer of love, voltamos pra nossa rotina, regada, a drogas, e a música, amor e sexo.
Eu estava sentado no sofá de casa, olhando o abajur, ascendendo e apagando a luz, Bob chegou e segurou em minha mão, fazendo com que eu deixasse a luz apagada, somente tinha a luz da lua. Os outros estavam numa festa na casa de Darby e Grace.
Então Bob sentou em meu colo. Ele tava tão chapado que me contagiou. Beijou-me, desceu os lábios quentes em meu pescoço e mordeu. Arrepiei-me do cabelo até a coluna, e só pude sentir as mãos de Bob em meu peito.
-Jerry! - Disse perto de meu ouvido. - I love to turn you on..
-É? Tá fazendo efeito, tá dando certo, continua.. - Eu disse virando-o de frente pra mim, apoiando suas pernas em mim e seus pés no sofá. Beijei-o.
-Jerry, você me tenta, sabia? - Me puxando pela nuca.
-Eu te excito? - Levando as mãos até as pernas de Bob.
-É, é.. Me beija mais, anda, porra! - Disse mordendo meu lábio.
-Só quer um beijo? - Apertando as pernas dele.
-Quero você todo em mim.. - Mordeu meu lábio.
Eu o deitei no sofá e levantei seus braços, tentando tirar sua blusa. Quando a tirei prendi seus pulsos, encostando-os no apoio do sofá. Ouvi os gemidos baixos de Bob ao sentir meus lábios frios sobre seu peito. Who do i love? Bob!

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Cap. 15 - Verão do amor, o plano de 1965 / Fillmore west.

Depois de um tempo, vieram boatos de que os Beatles iriam tocar na Fillmore. Bill Graham havia conseguido com George Harrison e Pattie Boyd, Jenny Boyd também iria, eu gostava de Beatles, mas Johnny Cash fazia mais meu estilo, Bill planejava trazer shows muito fodas pro ano seguinte, mas como era janeiro de 65, eram somente planos no papel reciclado da agenda de Bill. Bill pensava em bandas como Beatles, Pink Floyd, Stones e Kinks, mas os Kinks entrariam em turnê pela europa, eu gostava de Kinks, só conhecia uma música por mero de Bob, ''Lola''.

Flashback - Lola.

Resumidamente a história de Lola é a estória de uma ''mulher'' que frequentava um bar à noite onde os caras da banda também iam. Um dos íntegrantes se envolveu com essa mulher chamada lola, sem saber que essa Lola, também era íntegrante da banda ou algo assim. Pelo menos rendeu música, por que um músico de verdade faz música com a própria tensão. Faz música e faz dinheiro, pra banda, pro empresário, pra gravadora e por que não, pra Lola.

Fim do flash back.

Segundo boatos que chegavam pela boca de PigPen, Paul McCartney não era mais o mesmo desde do acidente que havia sofrido, bem evindencializado nas páginas dos jornais de todo o planeta. Aposto que se fosse eu, eu não saia nem no jornal da Bay Aerea.
Bem, numa tarde encontrei Bill no Golden Gate, ele disse-me que quando falou com George ele parecia abatido, segundo Bill, ele havia composto duas músicas que não entraram em Help!, mas George disse ao telefone com sua voz desafinada:
-Bill, escreve o que eu te digo, eu ainda vou esfregar essas duas na cara de Lennon/McCartney. Ringo, Ringo gostou dela. -Riu ao telefone meio tímido.
Bill perguntou se Ringo viria com George e George disse para contacta-lo. No dia seguinte Bill ligou e Ringo atendeu todo simpático, Bill disse que ele parecia engraçado.
George e Ringo estavam confirmados. John disse que só poderia em 67, e Paul disse que poderia em 66, então Epstein disse que os quatro estariam liberados em 67, John falava e Epstein não gostava de contraria-lo.
Fim de papo, os Beatles não iriam mais em 66.

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Cap. 14 - Downtown.

Poderíamos dizer que de noite era tudo mais fácil. Beber era mais fácil e comer era mais fácil, nos dois sentidos, era tudo mais fácil, mais fácil era ganhar dinheiro na Avalon e ainda de quebra ver as menina se pegando, ou algo nesse estilo, de noite era mais fácil ser assaltado, porém não em haight e nem em Ashbury. Quando tudo estava perdido era só sair de casa, eu não tinha nada a perder com chuva ou algo parecido, por que meu cabelo era ruim, Misha sempre fazia o cabelo antes dos shows dos mamas and papas e quando chovia, agente só via ela de touca, gorro, e de cabelo preso, por que afinal não molharia tão fácil, cabelo preso demorava a absorver a água ácida da chuva. E enquanto Misha fazia o cabelo, Mama Cass fazia as unhas, unhas terríveis as dela, por que ela deixava crescer pra seduzir todo mundo, e ela seduzia. Seus amantes sempre a reconheciam pelas unhas, Scottie McKenzie pela voz, era o único. E nós o conheciamos por ser tão legal com todo mundo, ele era legal. paul Kantner gostava dos barulhos de carro que se ouvia da rua na sacada de seu sobrado. Spencer o garoto que morava com ele, baterista do airplane admirava as luzes, aquelas luzes, meu Deus! Eram nossa preciosidade, nos inspirava, nos tinha, nos pertencia, e quando achamos um Blackout, elas ascendiam nossas almas outra vez, era automático, e reciproco. Eram lindas, das sacadas dos sobrados das nossas ruas. As luzes tinham forma, ainda mais com um comprimido ou outro de LSD, Spencer via Lucy no céu, dançando entre as luzes, como se ligasse os pontos com cada fio de seu cabelo loiro, e as coisas apareciam do nada, como mágica, era mágico, o lado pobre de São Francisco, tomava forma, e os burguêses do lado de cima somente esnobavam e olhavam-nos como desprezo, mas agente mal ligava, eles pra gente eram como formigas, agente se drogava, tocava e pisava em cima deles, com tanta força, principalmente Janis e Grace, elas amavam pisar nesses caras. Grace tinha uma amiga que morava na casa branca. Um dia Nixon deu uma festa, ou seja lá que paletó eles usavam, eu sei que Grace planejou colocar LSD no chá dele. Nós o chamavamos carinhosamente de Rich, ou Richard, nunca por Nixon, esse nome não trazia bom agouro. Mas enfim, eu sei que Grace não desistiu de seu plano, não foi presa por sorte, mas porém, contudo, todavia foi expulsa da festa, de modo com que brigasse com sua amiga burguesa, e Darby terminasse seu namoro com a menina. Da aerea burguesa os ricos observavam-nos cada ato de nossa rotina, era simplesmente uma rotina, uma cultura diferente da deles, mas eramos imorais, Tick Dick -outro apelido de Nixon- Não gostava da Bay aerea, e só frequentava lá por motivos políticos, como ganhar votos, era rídiculo, cada vez um papelão e ele não gostava de Grace e nem de Darby. Dabry fumava hollywood, contraditório não, ele comprava uma caixa com 20 maços e era 2 por dia, não fumava tanto. eu fumava 3 por dia, mas enfim, somente quando a maconha estava em falta. Leary tava me devendo 3 sacos com LSD, as bandas de lá jogavam pastilhas pro público enquanto tocavam, eram milhares durante os acid tests, isso começou quando Leary queria ganhar dinheiro melhorando a saúde das pessoas, melhorou somente o modo de nos fazer viajar. Eram 2 da manhã e saímos na rua, eu Bob, Mick, e PigPen. Fomos até a casa de Country Joe e de lá fomos para a Avalon, show da Janis.

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Cap. 13 - Lather.

As crianças corriam no parque, nunca vi tantas crianças na vida. elas se multiplicavam como se saíssem de formigueiros, as formigas aparecem do nada. As crianças também, mas todo dia precisa nascer uma, afinal elas são o futuro do país. Grace, Janis, Cass e Chelle corriam com elas. Bob sorriu olhando-as, eu sorri olhando-o. Ginsberbg não estava nu, Alvin Lee olhava o céu deitado na grama, ele disse que as nuvens tomavam forma, disse que uma tinha as características físicas do Cocker, dai eu pensei comigo ''Porra! Uma nuvem baixinha e ruiva?''. Marty Balin foi até Paul, estendeu os braços, Kantner pegou em sua mão e Marty o levantou. Os dois foram rodar com as meninas e com as crianças, Mick ascendeu um baseado e me olhou. Ofereceu. Bob pegou o baseado em meu lugar, tragou e me deu o beck, soprando a fumaça. Dylan olhou pra Golden Gate Bridge, havia um doido lá em cima, Spencer Dryden, estava muito chapado e queria pular, Paul Kantner foi até lá, pela escada do posto salva-vidas. Bem eu não pude ver a cena lá debaixo, mas sei que no fim das contas, Paul Kantner tirou Lather de lá cima. Lather tinha um histórico familiar desprezível, ele fugiu de casa por vezes, o pai que lhe dera a bateria, lhe dera uns tapas também. Ou seja, nada adiantava. Lather? Lather era como o chamavámos. Lembro do dia em que Lather chegou a cidade.

Flashback: But wait!

Bem, Spencer era o mais velho dos caras novos na cidade, ele tinha 26, havia chegado a dois dias e estava hospedado na casa de Paul Kantner. Eles dois ficaram muito amigos, ele, Jack e Grace eram tipo inseparaveis, Marty era mais amigo de Jorma. Phil estava na janela observando a rua e avistou um caminhão vindo do final da rua. Quando um caminhão vinha pra Haight, é por que alguém chegaria por lá, então o carro parou na frente da casa de Paul. Um garoto desceu e Paul apareceu na porta para recepciona-lo. Eu sempre achei que havia algo mais entre Lather e Paul. Mas isso não tinham me confirmado. Só fiquei sabendo dessa história por mérito próprio quando numa festa peguei os dois na cozinha se beijando. Bem, eu achei tão lindo. Voltei pra sala e contei pra todo mundo o que eu tinha visto, não, isso não é apologia a fofoca, isso chama-se droga. Lather seria baterista do Airplane, afinal era melhor do o antigo.

Fim do flashback.

Paul voltou com Lather praticamente arrastando o guri, Lather estava tão chapado, se jogou no chão ao lado de Alvin, olhou uma nuvem e disse que ela era o Paul.

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Cap. 12 - Golden Gate Park

No fim eu e Bob acabamos esperando Phil e Paul chegarem com umas sacolas. Havia os biscoitos de Pigpen. Biscoitos recheados de Pigpen. Deus! Então fomos até o Golden Gate, que pra variar estava abarrotado de gente, achamos um lugar perto do Ginsberg e do Kerouac, Kerouac parecia uma chaminé e certo, ele era uma chaminé. Nos ofereceu cigarros e Bob mostrou o maço sem falar nada. Eu sorri, encostei numa árvore e Bob deitou-se sobre mim. Jack tocava gaita em cima da árvore e Grace estava pendurada num galho junto com Melanie. Eu pude sentir o vento em minha orelha dos sapatos de Grace balançando na árvore. Olhei-a e sorri. Ela disse ''ops'' e passou a balançar mais devagar. Barry, the fish foi em direção a Darby e o cumprimentou-o. Sentou-se e deu oi a todos. Country Joe estava com ele, junto com ele estava Janis, Janis foi até Mel e Grace e se pendurou com elas. Jack perdeu o rumo da música na gaita e desistiu dela. Ficou olhando Ginsberg e esperando a poesia que viria da voz rouca do cara. As pessoas vinha chegando. Alvin Lee, o inglês e seu irmão Rick Lee. Eles vinham com Hendrix e Eric Burdon. Eles sentaram-se, no chão perto da Joan, assim foi juntando gente, Scott estava ao lado de Ginsberg, Dylan e Kerouac, eu o considerava como um Hippie/beat, era um cara do meio. Ele escrevia e cantava. Era tipo o Dylan. E tinha uma voz inigualável. Ele bebia água e era vegetariano, somente fumava uns, uma vez ou outra, mas só isso. Ginsberg começou a leitura de seu poema, ele pigarreou três vezes antes de começar e finalmente:

-Não sou iluminado, não sou santo, mal preciso de luzes.
Não sei das coisas, não sou Deus, pra que preciso saber?
Não sei o que fiz de errado, não sei se fiz errado, e de que vale saber disso?
De que vale, se todos eram ao meu favor?

... Não sou mágico, não sou neutro, por que no fim eu faço parte disso, por que isso?
Obrigado pela homenagem como se eu tivesse morrido.
Eu tenho vida, não sou Deus, cuidado com o que fala.
Ai de mim ser non sense. O que tem ser sem sentido?

...Não sou profeta, não sou vidente, mal tenho dons.
Ninguém é perfeito mas todo mundo exige perfeição então pra que ser defeituoso?
Vale a pena estar aí, esconder a cara e ser famoso.
Isso pra mim virou questão de comunicação,
ser famoso é diferente, mas também preciso de drogas.

Não sou normal, eu não sou louco, sinto muito mas eu não sou normal.
De que vale ser normal, se eu posso viver paranoico?
De que vale ser louco se eu posso entender qual o motivo da existencia humana?
Isso é exatamente ser louco? Por que?

Mas resumindo: Eu não sou iluminado, mal sou santo, não tenho luzes.
Não sou neutro, mas sou mágico. E sinto dizer, mas eu também faço parte disso.
Eu não sou Deus, mas tenho vida, eu sei do chão que piso e sei que dos cacos de vidro.
Não sou profeta, sou vidente, tenho dom.
Vale a pena estar aí, eu dou minha cara a tapa, no fim é melhor que ter fama.

Não sei me comunicar, de que serve isso? Pra que será que serve comunicação?
Eu sei, mas não digo, você sabe? Se vire!
Mas ainda preciso de drogas, Você tem alguma?
Preciso por que sou normal, e também por que sou louco.
Preciso por que sou paranoico, por que não sou santo..

Marty tragou o beck que estava circulando alí na roda beat alí no Golden Gate. O primeiro a aplaudir foi Jack de cima da árvore. Grace, Mel e Janis depois e depois dela todo o resto da galera no parque.


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Summer almost gone: A feast of friend.


Cap. 11 - Jack.

Me afastei de Bob e levantei da cama. Segurando a mão de Bob, o levantei também. Ele se jogou em mim e me abraçou. Fomos até a sala. Eu desci pelas escadas e ele pelo corrimão. Ele estava feliz eu pude ver. Bem, Dylan ainda estava lá, Ginsberg não. Pigpen disse que Ginsberg faria a leitura de um poema dele ao meio dia. Bob sentado no corrimão, na parte de baixo dele. Eu na frente de Bob, e os braços dele entrelaçados em minha cintura, como se eu tivesse alguma cintura, enfim.. Pigpen nos olhou. Olhou pros lados e olhou Bob, Bob deu de ombros a Pigpen e Pigpen levantou-se, foi até a cozinha pegar cerveja. Gritei pra ele da sala:
-Hey, Mr. Pigpen, você vai com agente no Golden Gate?
Ele gritou de volta:
-Vou! To só esperando o Phil e o Paul chegarem do mercado daí eu vou. Vocês três vão agora?
Dylan gritou a Pigpen:
-Pretendo!
Bob gritou:
-Pretendo também, mas antes vou comprar cigarro.
Pigpen gritou:
-Então vou com Phil e Paul.
Paul Kantner, guitarrista do airplane, não somente um guitarrista, um dos sócios de Marty Balin na Avalon, ele achava bandas pra tocarem lá. Paul apresentou Marty a Jorma e Jorma apresentou Marty e Paul, ao seu amigo Jack Casady, o baixista.

Flashback.

Estava marcado para aquele dia, Jack chegaria na cidade aquele dia, nada mais nada menos. Todos estavam na rua com excessão de Jerry Slick que estava doente, Jack desceu do taxi, sorriu e deu um grande bom dia ao sol, de certo estava drogado. Ou não. Ele cumprimentou Jorma e Jorma nos lisongeou com uma bela apresentação. Jorma olhou-me e disse algo como ''Ele era meu cunhado'', olhei os lados e vi Marty com cara de tacho. Marty me cutucou. Olhei pro outro lado e vi Mick, Mick me cutucou, então eu cumprimentei Jack. Jack era míope. Me dava angústia olhar pro óculos dele. Ele era símpatico e até era bonito. Já havia ficado com ele em um dos acid tests que se seguiram depois que ele chegou na cidade, ele fazia faculdade de música, mas desistiu e foi São Francisco fazer logo achar uma banda.

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Summer almost gone: A feast of friend.


Cap. 10 - How do you sleep?

Subi as escadas e entrei no quarto. Bob olhava a janela. Chamei-o e sentei na cama. Ele virou-se pra mim no susto, de ímpeto, eu bati na cama, fazendo um gesto pra ele sentar, Bob sentou. Olhei-o.
-Pigpen disse, que você ficou aqui a noite toda me vendo dormir. Isso é verdade?
-Ah, sim, sim. Fiquei preocupado.. - Disse olhando pro chão. - Você tava muito drogado. Bem..
-Não precisa se preocupar comigo, Bob. - Disse eu, levantando o rosto de Bob com o indicador encostado no queixo dele. - Não precisa se preocupar comigo... Eu me cuido, me cuido por que te amo. - Ele me olhou meio timido, meio estranho, meio feliz.
-Que?
-Amo.. Quer que eu repita? Amo a exatos 8 anos..
-8 anos? - Me olhou espantado.
-Sim sim, 8 anos, desde a época da escola.
-Qual é, Jerry? Eu amo a mais tempo.. - Ele disse rindo.
-Como é? - Apoiando minha mão na cama, mal reparei a mão dele embaixo da minha. Ele sorriu.
-9 anos. - Rindo, olhou minha mão em cima da mão dele. Tirou-a de lá e a pôs em cima da minha. - 9 anos. 9 bons anos que poderiam ter sido muito melhores. Bem, ainda bem que as drogas existem, pra nos consolar a timidez. Ou não.
-9 anos? Deus! - Eu disse chegando mais perto, tocando o rosto de Bob com o indicador da outra mão. - 9 anos? E não me disse nada. Por que isso? - Mal deixei-o responder, encostei meus lábios nos dele. Ele de fato não me respondeu, mas eu ainda estava curioso. Ele abraçou minha cintura, bem, ele era lindo vocês sabem.

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Cap. 9 - Almoço nú.

Subi as escadas e olhei pra baixo, Bob me olhava subir, ele sorriu, sorri pra ele, e cheguei no corredor, abri a porta do meu quarto e me joguei na cama, não fechei a porta e não puis meu pijama, não fiz nada mais, somente me joguei na cama, eu tava muito louco, mal lembrava meu nome. Dormi. Sonhei que num show no Golden Gate, Ginsberg estava nu, no meioi da grama, lendo Naked Lunch. Nada mais apropriado, bem, Ginsberg costumava ler no meio da praça e ia juntando gente. Eu já ouvi a interpretação dele pra última página de On the road. Aquele filho da puta me fez chorar, eu nunca choro, mentira, choro sim. Ginsberg lia Naked Lunch, nú no meio do Golden Gate e começou a juntar gente, afinal, era o Ginsberg, o Ginsberg lindão. Bob foi até ele também, pra ouvi-lo, Phil também, Jorma e Dylan, Dylan era um discípulo dos beats, porém, tinha tendências folk, bem, ele conhecia os Beatles, fora ele ninguém mais conhecia. Eu gostava de Beatles, mas os Herman's Hermits... Ah, Meu Deus.. Eram demais. Eu também havia sentado pra ouvir Ginsberg, sentei ao lado de Bob, eu não vivia sem ele. Ginsberg parou de ler quando me viu sentar, e disse algo em latim que eu não entendi. Bob desenhou um coração torto no meio da grama e disse que era a tradução do que o Ginsberg disse. Eu olhei Bob, depois olhei Ginsberg. Levantei e sai. Quando acordei, Ginsberg estava na sala de casa, conversando com Pigpen. Eu desci as escadas e vi Dylan junto. Acenei e fui na cozinha pegar café. O café estava amargo, lógico, Pigpen não adoçava o café na hora em que fazia. Ele somente colocava o açucar depois, simples assim, à gosto. Eu estava com muita falta de ar, abri todas as janelas de casa. De paranóia abri até as do banheiro. Fui até a sala. Cumprimentei Pigpen, Dylan e Ginsberg, é que dizem que quando o sonho é muito real, é por que a pessoa está perto. De algum jeito.
-Jerry, tú deixou o Bob sozinho lá? - Pigpen me olhou com cara de espanto.
-Bob? Lá aonde?
-No quarto caramba. Ele ficou lá a noite toda. Bill me disse que ele tava preocupado com você.
-Eu não vi que ele tava lá.
-Sobe lá, agente não vai sair daqui. - Dylan disse ascendendo um cigarro.
-Certo.


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Cap. 8 - God only knows ..

Bob sentou do meu lado, olhou-me sério. Eu o olhei, semblante estranhamente estranho.
-Jerry, eu me preocupo com você, não precisa rir de mim. Não precisa ser sarcástico comigo, mesmo que esteja drogado... O que tá acontecendo? - Ele disse olhando-me sem piscar.
-Nada, oras, quem disse que tá acontecendo algo? - Olhei-o sério.
-Não sei, mas você me parece estranho, eu fiz algo?
-Não, não me fez nada.. Você me faz bem, só bem. É que..
-Que? Sempre tem um porém, né? - Desapontado.
-Não é nada ruim.. Com você não. É comigo e não com você... Ando pensado nas coisas todas de durante quase 9 anos. Bob, God only knows what i be without you..
-Hein? - Meio perdido na conversa.
-Esquece.. Eu vou dormir, eu acho.. - Levantando.
-Você tá bem, né?
-To sim, eu acho.. - Fui em direção as escadas.


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Cap. 7 - Coxinha de frango, Ketchup e LSD: Afrodisíaco.

Grace perguntou como havia sido o acid test, perguntou se eu fiquei bem lá dentro, eu havia tendo lapsos de memória sobre alguns nomes. Havia esquecido o nome do molho que me deram pra comer na Avalon, Grace disse que não vendiam esse molho lá, disse também que a única coisa que vendiam era Ketchup. Olhei rindo e disse que se era Ketchup minha visão tava muito turva. Grace disse que iria no acid test do dia seguinte. Ela iria pra casa cuidar das coisas e depois passaria na Janis. Janis estava morando um tempo com um dos caras da banda, até que seu namoro voltasse ao normal, estranho, mas... Normal! Grace então levantou-se, era 3 da manhã. Eu disse que iria na casa de Janis com Grace no outro dia, ela concordou, acenou e foi embora. Levantei da escada de casa e entrei. Não havia ninguém em casa, apesar de que Phil e Bob estaria comprando drogas, sentei no sofá, olhei o nada e alguém entrou pela porta. Eu havia errado a previsão, Bob e Bill haviam ido comprar as drogas. Phil estava dormindo. Pensei comigo, ''Phil, dormindo? Doente!''. Bob foi até a cozinha, colocou umas sacolas lá e voltou. Bill sentou na poltrona, perguntou por Pigpen.
-Deve ter ficado na Avalon, eu não vi ele lá. Nossa, eu to mal, acho que vou deitar, não sei. - Puis uma das mãos na cabeça, eu estava tonto. Bob veio até mim.
-O que você tomou? - Tirando o cabelo que caia na minha testa. - Jerry! O que você tomou?
-LSD, mas depois comi coxinha de frango. - Eu disse rindo. Bill olhou-me meio non sense. Eu continuei. - Coxinha de frango com ketchup. - Sai correndo até o banheiro mais próximo. Bob foi atraz, junto com Bill. Olhou me ajoelhado no chão.
-Jerry, tú tem que parar de fazer isso. Comer coxinha de frango junto com LSD. - balançou a cabeça. - Sabe que isso não te faz bem.
-É afrodisíaco. - Eu disse rindo.
-Hedonista! - Bill disse rindo.
-Bill, não agita... - Bob disse, pisando no pé de Bill.
Levantei do chão, dei descarga, lavei minhas mãos e limpei a boca. Olhei Bob. Respirei fundo, pedi licensa e fui pra sala. Eles vieram junto. Bob foi até a cozinha. Voltou com um copo de água e me entregou.
-Senta! Bill, me dá licensa, posso falar com o Jerry aqui? - Olhei Bob, assustado. Pensei comigo ''Puta merda, quem morreu?''

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Cap. 6 - O amor, ou a falta dele - Flashback

8 anos era tempo demais pra Bob e eu conversarmos sobre o que conversamos. Começou com Phil indo até a cozinha pegar mais cerveja, aquilo era um bebado da pior espécie, Pigpen havia ido com ele. Minha conversa com Bob durou 20 minutos, eu não contei, mas no fim passou de 15. Phil havia perdido a namorada, uma groupie de L.A. Bob então começou um ''debate''. Ele defendia que a falta de amor que Phil sentia não era atoa, e começou enrolando com toda a história de vida do Phil, daí eu o cortei, dizendo que quem tinha falta de amor era a groupie, Bob disse que ela tinha amor demais, Phil saiu da cozinha, e gritou bem alto ''Ela tem sexo demais'', Pigpen riu, eu ri junto, Bob se manteve.
-Jerry, e você, você tem amor? - Desafiando-me.
-Eu? Eu não preciso, mas se você quiser me dar, estou dísponivel. - Disse sério a ele.
-Você aceitaria? - Disse ele vermelho.
-Se você me desse, sim. Mas, teria de ser por livre e espontânea vontade. - Eu disse indo até a cozinha pegar cerveja, olhei Pigpen. - Perdi meu isqueiro.
-Eu também perdi o meu. - Pigpen disse esfregando os lábios após um trago. Cocei a cabeça. Bob entrou pela cozinha. Colocou um isqueiro em cima da mesa. Me olhou. Passou a mão em meu rosto e voltou pra sala. Peguei o isqueiro e fui atraz dele. Sentei no sofá, puis um cigarro entre os lábios, ascendi-o com o isqueiro de Bob. Estendi a mão segurando o isqueiro na direção dele.
-Obrigado, Bob. - Pisquei e ele pegou o isqueiro.
-Jerry, - Vindo em minha direção. - O que pensa sobre amor? - Sentando ao meu lado no sofá.
-Amor, troca de energias também. - Traguei e dei o cigarro a ele.

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Cap. 5 - O amor, ou a falta dele.

Grace estava tão calma, não a vi na Avalon aquela noite. A moça do tempo havia errado a previsão, o céu estava limpo cheio de estrelas, Grace olhou-as, depois me olhou e com voz calma e tranquila disse que o outro Jerry havia deixado-a, e que havia se mudado pro bairro ao lado. Darby, o irmão de Grace estava puto com isso, por que sem Jerry a banda estava acabada, mas Grace, Grace estava tranquila demais, acho que Jerry deve ter tirado um peso das costas dela, por que aquilo não era um casamento a tempos. Olhei-a.
-Grace, você está bem? - Grace me olhou serena.
-Tô ótima, você que pensa que eu queria ele aqui, aquilo? Não, não, eu não preciso dele, que ele vá atraz daquelas garotinhas de 13, eu não me importo, e aliás, dane-se! - Disse super calma, olhando o céu. Eu não estranhei, Grace andava com a Janis, mas nunca, jamais pegaria toda a explosividade dela, Grace era calma. Me olhou.
-Jerry, Bob comentou comigo, que você tá estranho com ele, o que houve? - Grace pôs a mão no queixo, expressão pensativa.
-Eu, estranho com Bob? Por que estaria?
-Sei lá, ele me disse que teve essa sensação quando vocês conversaram ontem, mas enfim, eu mal sei do que conversaram. - Grace sorriu olhando-me.
-Conversamos sobre amor, ou sobre a falta dele. - Eu ri.
Grace olhou-me.
-Jerry, que que o Bob tá querendo com você, hein? - Disse ela rindo e me cutucando com os dedos. Eu olhei-a.
-Para, - Rindo. - Como assim o que ele quer? Não entendi o que disse. - Sorrindo.
-É, oras o que ele tá querendo, vocês são amigos a quanto tempo? 4 anos? 6? - Disse ela, parando de me cutucar.
-8 anos.


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Summer Almost Gone : A feast of friend.


Cap. 4 - I'm so burning

Durante o Acid test, o Airplane tocava, sem pretenção nenhuma de fazer música, todos estavam drogados mesmo, qualquer som seria bem vindo, qualquer trilha sonora, eu pude ver Signe tentando cantar no palco, ela era carismática, seria uma pena que saísse, mas enfim, Jorma estava tão drogado, tão drogado, errava todas as notas, mas de que adiantava reclamar, eu também estava, a moça do balcão me pôs um comprimido na língua, eu ouvi alguém gritando, ''Onde está meu carro'', uma garota gritou o número da placa e disse que estava proíbida de estacionar onde estava, um guarda de transito a multou em 500 pratas, eu ria muito, e me deixaram com uma garrafa na mão, eu queria beber, mas não tinha sede, eu tinha fome, daí pedi algo pra comer e me deram coxinha de frango com molho shoyu, fiquei exatos 30 minutos me perguntando o que era aquilo, gritaram do fundo da Avalon, ''Molho shoyu'', então eu comi e parecia gostoso, até o momento em que ficou amargo, daí um garoto gritou de cima do palco, ''Bittersweet symphony, coma!'', então comi tudo, meu estômago revirou, então procurei urgentemente a cabine de banheiro masculina da Avalon, acabei entrando na feminina, Michelle estava lá, toda sorridente, me beijou e me pôs pra fora, apontando a cabine masculina, então entrei, me recepcionaram lá dentro com mais molho shoyu, vomitei no chão no ato, quiseram me matar, tinha molho shoyu nos mictórios e espelhos. Quando olhei no espelho vi algo inusitado, um morro uivante, derepente uivei também e me aplaudiram, saí de lá correndo, atravessei a porta de saída da Avalon como se estivesse fugindo da polícia, eu ouvi as sirenes e alguém disse ''Pare em nome da lei'', daí eu parei, olhei pro nada e levantei as mãos. Grace segurou-me e me acompanhou até em casa.


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