Summer almost gone: A feast of friend.


Cap. 12 - Golden Gate Park

No fim eu e Bob acabamos esperando Phil e Paul chegarem com umas sacolas. Havia os biscoitos de Pigpen. Biscoitos recheados de Pigpen. Deus! Então fomos até o Golden Gate, que pra variar estava abarrotado de gente, achamos um lugar perto do Ginsberg e do Kerouac, Kerouac parecia uma chaminé e certo, ele era uma chaminé. Nos ofereceu cigarros e Bob mostrou o maço sem falar nada. Eu sorri, encostei numa árvore e Bob deitou-se sobre mim. Jack tocava gaita em cima da árvore e Grace estava pendurada num galho junto com Melanie. Eu pude sentir o vento em minha orelha dos sapatos de Grace balançando na árvore. Olhei-a e sorri. Ela disse ''ops'' e passou a balançar mais devagar. Barry, the fish foi em direção a Darby e o cumprimentou-o. Sentou-se e deu oi a todos. Country Joe estava com ele, junto com ele estava Janis, Janis foi até Mel e Grace e se pendurou com elas. Jack perdeu o rumo da música na gaita e desistiu dela. Ficou olhando Ginsberg e esperando a poesia que viria da voz rouca do cara. As pessoas vinha chegando. Alvin Lee, o inglês e seu irmão Rick Lee. Eles vinham com Hendrix e Eric Burdon. Eles sentaram-se, no chão perto da Joan, assim foi juntando gente, Scott estava ao lado de Ginsberg, Dylan e Kerouac, eu o considerava como um Hippie/beat, era um cara do meio. Ele escrevia e cantava. Era tipo o Dylan. E tinha uma voz inigualável. Ele bebia água e era vegetariano, somente fumava uns, uma vez ou outra, mas só isso. Ginsberg começou a leitura de seu poema, ele pigarreou três vezes antes de começar e finalmente:

-Não sou iluminado, não sou santo, mal preciso de luzes.
Não sei das coisas, não sou Deus, pra que preciso saber?
Não sei o que fiz de errado, não sei se fiz errado, e de que vale saber disso?
De que vale, se todos eram ao meu favor?

... Não sou mágico, não sou neutro, por que no fim eu faço parte disso, por que isso?
Obrigado pela homenagem como se eu tivesse morrido.
Eu tenho vida, não sou Deus, cuidado com o que fala.
Ai de mim ser non sense. O que tem ser sem sentido?

...Não sou profeta, não sou vidente, mal tenho dons.
Ninguém é perfeito mas todo mundo exige perfeição então pra que ser defeituoso?
Vale a pena estar aí, esconder a cara e ser famoso.
Isso pra mim virou questão de comunicação,
ser famoso é diferente, mas também preciso de drogas.

Não sou normal, eu não sou louco, sinto muito mas eu não sou normal.
De que vale ser normal, se eu posso viver paranoico?
De que vale ser louco se eu posso entender qual o motivo da existencia humana?
Isso é exatamente ser louco? Por que?

Mas resumindo: Eu não sou iluminado, mal sou santo, não tenho luzes.
Não sou neutro, mas sou mágico. E sinto dizer, mas eu também faço parte disso.
Eu não sou Deus, mas tenho vida, eu sei do chão que piso e sei que dos cacos de vidro.
Não sou profeta, sou vidente, tenho dom.
Vale a pena estar aí, eu dou minha cara a tapa, no fim é melhor que ter fama.

Não sei me comunicar, de que serve isso? Pra que será que serve comunicação?
Eu sei, mas não digo, você sabe? Se vire!
Mas ainda preciso de drogas, Você tem alguma?
Preciso por que sou normal, e também por que sou louco.
Preciso por que sou paranoico, por que não sou santo..

Marty tragou o beck que estava circulando alí na roda beat alí no Golden Gate. O primeiro a aplaudir foi Jack de cima da árvore. Grace, Mel e Janis depois e depois dela todo o resto da galera no parque.


  • Digg
  • Del.icio.us
  • StumbleUpon
  • Reddit
  • RSS
Read Comments

0 comentários:

Postar um comentário