While my guitar gently weeps (22)

Quando Jony chegou, entreguei algo a ele, ele iria ler em voz alta, escandaloso. Balancei a cabeça freneticamente dizendo não. Então ele leu em silêncio. Na verdade ele leu, soltando som.
-segui o caminho da agua com os dedos estendidos no horizonte.
perplexidade e susto ao ouvir sua voz, a tempos ela não tem esse tom.
escorreguei no chão, mas confio em meus pés, confio na minha força.
Confio no açucar em que piso, e sei por que estou pisando.

A agua não tinha rumo, mas mesmo assim eu segui.
As gotas sentiam frio, me diz pra que lado ir agora?
Você me disse que as gotas seguem, mas pra onde elas seguem?
Me diz isso agora?

As gotas seguiam num carrossel colorido, você ria enquanto andava.
Me diz como concertar seu brinquedo.
Você me disse que ele existe, mas onde está quebrado?
Me diz onde ele está?

As gotas sumiram no inverno.
eu ainda tenho tempo? ainda tenho chance?
me diz onde eu erro? Como posso ser perfeito?
aonde eu posso tentar? No que eu posso tocar?
o que posso manusear?
o que eu devo falar?
pra te poupar de tudo isso! - Jony ficou em silêncio depois de ler. Me deu o papel olhando pra ele. - Faça alguma coisa com isso, por favor! - O olhei sem graça. -Isso é pra quem?
-Pro Paul... - Eu disse mais sem graça ainda.






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