While my guitar gently weeps (21)

Paul bateu com o punho na porta de madeira norueguesa.
George atendeu, me parecia abatido, então ele disse que estava meio febril, mas que logo ia curar-se.
Entramos, eu, Paul e George. George logo se encolheu no sofá e se cobriu com um manto xadres. Paul encostou a mão na testa de George, ele não estava quente, porém estava doente.
-Onde está John? -Paul perguntou preocupado.
George tossiu, olhou-me.
-John está na cozinha. -Paul foi chama-lo.
Me aproximei de George.
-O que houve? Resfriado? -John vinha com Paul da cozinha.
-Sim, resfriado. Detesto... -George respondeu-me revoltado.
John entregou uma xícara de chá pra George. Tinha aroma de Morango e menta. Ele bebeu uns goles e olhou John. Pegou em sua mão e puxou-o pro sofá.
-As meninas tão assim agora? -Disse Paul, falando de George e John, olhando a mim. Sorriu.
-Que coisa mais amável! Lennon, você me vai legal! -Eu disse olhando John. George riu junto com Paul.
-Eu te vou legal?
-Sim, você não acha?
-Foi você que disse, não?
-Foi? -Eu disse colocando os dedos no peito, me fazendo de injustiçado.
-Foi. Perdi. Ok, querem chá?
-Eu quero, vamos buscar chá, Rich?
-Vamos, vamos, vamos e já voltamos, ok moças? -Olhei George e John, piscando os olhos. Abracei a cintura de Paul e fomos pra cozinha. De longe Paul quis saber de Cyntia.
John ficou quieto, deu pra ouvir George gritar. Eu olhei Paul assustado.
-Parece que ... er ... -Paul me olhou sem jeito.
-Vamos ficar aqui, até pararem de brigar lá.
Paul me olhou, sorriu e olhou em volta da cozinha.
-Rich, vamos ter uma casa assim também?
-Vamos, e ela vai ser azul, vai ter um quintal grande..
-E vamos ter filhos?
-Quer quantos? -Eu disse olhando pra cima, olhando Paul.
-Quantos podemos ter segundo a lei?
-Podemos esperar até deixarem?
-Eles tem que deixar?
-Tem... -Perdi. Nem ligo.
Voltamos pra sala. John terminava de dar chá ao George. George deitou e dormiu. Passei a mão na testa dele. Ainda estava quente. John disse que o chá faria a febre passar de manhã ou a tarde do dia seguinte. Paul sentou no outro sofá, sentei sobre as pernas dele, ele me abraçou. Olhei John. Ele parecia preocupado.
-Hey Jony, amanha ele já ta bem. Essas febres dele, passam num instante. -Eu disse tentando conforta-lo. Ele me olhou desanimado.
-Eu gosto dele. Mas ele é muito meu amigo.. -Ele disse olhando George.
-John, como está Mimi? -Paul perguntou com o som da voz abafado, lábios encostados em minha blusa.
-Tá bem, ela reclama, mas gosta de George, Ela foi as compras... Só sabe gastar. -Rindo.
-Que ela nos traga biscoitos e chá. -Paul disse.
-Que ela traga meu moet chandon. -John disse rindo.
John passava as mãos nos cabelos de George, eu sorri, escorregando pro lado de Paul. Paul também sorriu. John então parecia cantar. Era bem baixo, mas reparei que estava cantando. Cantando pra George. Olhei Paul, passei a ponta do dedo indicador na ponta do nariz dele. Sorrimos.
-Gente, eu não tenho nada pra oferecer, mas está frio. Vocês querem cobertas e sopa? -John disse meio abatido.
-Queremos sim... -Paul disse. John levantou e acenou, subiu as escadas. Paul olhou pra mim.
-Certeza que a febre dele passa?
-Acredita em mim?
-Acredito.. -Sorrindo preocupado.


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