While my guitar gently weeps (6)

-Ah, qual é George? Você faz mais que isso que eu sei. -Disse ele olhando pra mim, bebendo um gole de vinho. Eu então toquei um blues antigo, difícil de ser tocado, eu passei quase um ano tentando tocar e Rory não sabia qual era. Me olhou abismado, com uma cara de ontém. Richard batia palmas.
-Sabia! -Disse ele gritando pra mim. Um garoto saia das sombras do Pub. Era branco, tinha as bochechas rosadas e era bonito. Richard não o conhecia, estava ali somente pra apreciar os musicos do Pub, sapateou pra mim e sorriu. Estendeu a mão, e perguntou se eu era amigo de Paul, eu respondi que sim. -Eu também sou amigo de Paul. Paul fala muito de você. Pode me chamar de Johnny. -Disse ele fazendo o sinal de ok com o polegar. -Eu também toco.
Ringo chegou perto. Fez uma cara estranha pra Johnny e me puxou pelo braço. Eu ri, Rory riu e Johnny não entendeu nada. Ringo pegou minha cintura e dançou valsa comigo, eu ria muito meu Deus. Todos riam. No Pub não havia muitas pessoas. Um loiro branquelo, batucava na mesa. Ele teria uma carreira promissora no futuro, tocaria em dois festivais famosos e se mudaria pra Califórnia com seu irmão e sua banda. Um outro garoto de olhos verdes e cabelos escuros, tinha a voz grossa e um jeito estranho de se comunicar. Drogas. Ringo parou de dançar comigo e me deu a garrafa de vinho. Bebi a metade que faltava e deixei a garrafa no chão, ao pé do loiro. Rory foi na rua olhar o movimento. Paul vinha em sua direção. Cumprimento Rory e entrou, ele iria se encontrar com Johnny. Sorriu quando me viu. E veio falar comigo.
-George! -Pulou no meu pescoço. -Passei na sua casa e sua mãe me disse que você tinha ido na minha casa, agora eu te encontro aqui! -Disse ele feliz.
-Que?!? Você passou na minha casa? Ah meu Deus, eu to fudido. Paul, seu filho da mãe.
-Que que eu fiz George? -Disse Paul colocando as mãos no peito.
-Esquece... Eu tenho que ir embora. Minha mãe vai acabar com minha raça quando eu chegar lá. -Com as mãos na cabeça.
-Ixi... Cara... Não era pra eu ter ido na sua casa? -Disse Paul com um sorriso de orelha a orelha.
Sai andando, sem olhar pra traz. Ringo foi atraz de mim.
-Hey... Calma lá... O cara não sabia que você deu um perdido na sua mãe. Relaxa. -Pegou minhas mãos. -Depois agente se vê?
-Sim. Pede desculpas ao Paul por mim. -Sai andando.
Quando cheguei em casa, meu irmão estava na porta com alguns amigos.
-Mamãe está esperando por você lá na sala -Disse o FDP rindo.
Eu entrei e minha mãe estava na sala me esperando. Me olhou com uma cara de poucos amigos e esperou eu me explicar.
-Fala George!
Eu sabia muito bem como fazer teatro.
-Mãe eu fui atraz do Paul só que ele não tava, eu procurei ele em vários lugares, precisava falar com ele. -Meio indignado com tudo.
-Já tava pensando que você tinha sumido, tinha sido sequestrado ou sei lá, talvez até molestado.
Eu segurei o riso, pedi desculpas a minha mãe e voltei pro Pub. Cheguei rindo a vera e todos olharam pra mim. Eu fiquei vermelho e Paul veio falar comigo. Eu disse que tinha resolvido tudo e imitei minha mãe pra ele. Ringo ria. Eu olhei pra ele. Ele olhou pra mim e desceu da mureta onde estava sentado e segurou minha cintura. Paul me olhou, olhou a mão do Ringo na minha cintura, me olhou, olhou a mão do Ringo e ficou olhando pra mim com uma cara assustada. Ringo riu. Eu ri. Mais ninguém riu. Ringo olhou Paul.
-Estamos namorando.
Eu olhei pra Ringo assustado de ímpeto, tentei me soltar e Paul olhava meio estranho em relação a mim. Ringo me olhou meio triste, acho que ele achava que tinhamos algo, mas da parte dele era mais forte, tinha mais afeto, mais tudo... Até mais loucura, mais tudo. Eu tinha só 14, nem sabia o que era aquilo tudo... Ringo dizia me amar, mas como eu teria certeza disso, por que, eramos dois homens, isso na epoca era abominado, assim sem ter direito a nenhuma explicação, nada era permitido. Eu tentei entender o que Ringo queria de verdade mas parei no 'Estamos namorando'. Olhei ele, ele olhou pra mim, ficou chateado, pediu licensa, pegou a garrafa e saiu andando pela porta lentamente e eu fui atraz dele. O segurei pelo braço.
-Que foi?
-Nada... Eu tenho que ir. -Ele estava triste, eu percebi a decepção dele em seu andar, pelo jeito que ele segurava a garrafa, desanimado. Paul veio até mim e pediu pra deixar Ringo ir, segurou meu braço e me afastou de Ringo. Ringo saiu andando e eu fiquei sem ação, Paul segurava meu braço. Rory saiu atraz de Ringo assassinando Paul com os olhos. Empurrei Paul no chão e sai correndo atraz de Ringo e Rory.

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